quinta-feira, 17 de julho de 2014

A HISTÓRIA DO BANCO DO MEU AVÔ



A História do Banco do Meu Avô

Por Carlos Paz*



Vamos IMAGINAR coisas…

Vamos imaginar que o meu avô tinha criado um Banco num País retrógrado, a viver debaixo de um regime ditatorial.

Depois, ocorreu uma revolução.
Foi nomeado um Primeiro-Ministro que, apesar de ser comunista, era filho do dono de uma casa de câmbios. Por esta razão, o dito Primeiro-Ministro demorou muito tempo a decidir a nacionalização da Banca (e, como tal, do Banco do meu avô).
Durante esse período, que mediou entre a revolução e a nacionalização, a minha família, tal como outras semelhantes, conseguiu retirar uma grande fortuna para a América do Sul (e saímos todos livremente do País, apesar do envolvimento direto no regime ditatorial).

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Após um período de normal conturbação revolucionária, o País entrou num regime democrático estável. Para acalmar os instintos revolucionários do povo, os políticos, em vez de tentarem explicar a realidade às pessoas, preferiram ser eleitoralistas e “torrar dinheiro”.
Assim, endividaram o País até entrar em banca-rota, por duas vezes (na década de 80).
Nessa altura, perante uma enorme dívida pública, os políticos resolveram privatizar uma parte significativa do património que tinha sido nacionalizado.
Entre este, estava o Banco do meu avô.

E, continuando a IMAGINAR coisas…

A minha família tinha investido o dinheiro que tinha tirado de Portugal em propriedades na América do Sul. Como não acreditávamos nada em Portugal, nenhum de nós quis vender qualquer das propriedades ou empatar qualquer das poupanças da família. 

Mas, queríamos recomprar o Banco do meu avô.

Então, viemos a Portugal e prometemos aos políticos que estavam no poder e na oposição, que os iríamos recompensar (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) por muitos anos, se eles nos vendessem o Banco do meu avô muito barato.
Assim, conseguimos que eles fizessem um preço de (vamos imaginar uma quantia fácil para fazer contas) 100 milhões, para um Banco que valia 150.
Como não queríamos empatar o “nosso” dinheiro, pedimos (vamos imaginar uma quantia) 100 milhões emprestados aos nossos amigos franceses que já tinham ganho muito dinheiro com o meu avô. Com os 100 milhões emprestados comprámos o Banco (o nosso dinheiro, que tínhamos retirado de Portugal, esse ficou sempre guardado).

E assim ficámos donos do Banco do meu avô. 

Mas tínhamos uma dívida enorme: os tais 100 milhões. Como os franceses sabiam que o Banco valia 150, compraram 25% do Banco por 30 milhões (que valiam 37,5 milhões) e nós ficámos só a dever 70 milhões (100-30=70). Mesmo assim era uma enorme dívida.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Tal como combinado, viemos para Portugal e começámos a cumprir o que tínhamos prometido aos políticos (dinheiro para as campanhas eleitorais, ofertas de vária espécie, convites para todo o tipo de eventos, empregos para os familiares e para os próprios nos momentos em que estavam na oposição, etc…).
Como ainda tínhamos uma grande dívida, resolvemos fazer crescer mais o Banco do meu avô.
Assim, fomos falar com uma nova geração de políticos e prometemos todo o tipo de apoios (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) se nos dessem os grandes negócios do Estado.
E eles assim fizeram. E o Banco do meu avô, que tinha sido vendido por 100, quando valia 150, valia agora 200 (por passarem por ele os grandes negócios do Estado).
Mas, mesmo assim, nós ainda devíamos 70 milhões (e tínhamos de pagar, pelo menos uma parte dessa dívida, caso contrário, os franceses ficavam com o Banco do meu avô).

E, continuando a IMAGINAR coisas…

O meu tio, que era presidente do Banco do meu avô, reformou-se. Nessa altura a família estava preparada para nomear um dos meus primos para presidente. Eu queria ser presidente e prometi à família toda um futuro perpétuo de prosperidade se me nomeassem a mim como presidente.
E assim foi. Fui, finalmente, nomeado presidente do Banco do meu avô.
Mas era preciso pagar uma parte da dívida aos franceses. Podíamos vender uma parte do Banco em Bolsa, mas deixávamos de mandar (logo agora que eu era presidente – não podia ser assim).

Então desenhei um plano:
Criei uma empresa, chamada “Grupo do meu avô” (em que a minha família tinha 100% do capital) e passei os nossos 75% do Banco (25% eram dos franceses) para essa nova empresa.
Assim, a família era dona de 100% do “Grupo” que era dono de 75% do Banco.
Falei com os franceses e combinei mudarmos os estatutos do Banco: quem tivesse 25% mandava no Banco (e os franceses não se metiam, a não ser para decidir os dividendos que queriam receber).
Assim, como o Banco agora valia 200, vendemos 50% na Bolsa por 100 (metade dos 200). Com 50 capitalizámos o Banco. Os restantes 50 tirámos para nós (37,5 para a família e 12,5 para os franceses).
Demos também os nossos 37,5 aos franceses e assim ficámos só a dever 32,5 milhões (70-37,5). Ainda era uma grande dívida, mas continuávamos a mandar no Banco do meu avô (apesar da nossa empresa “Grupo do meu avô” só ser dona de 25% – os franceses tinham outros 25% e os restantes 50% estavam dispersos por muitos acionistas).
Ainda tínhamos uma enorme dívida de 32,5 milhões. Mas, a verdade é que continuávamos a mandar no Banco do meu avô e tínhamos transformado uma dívida inicial de 100 em outra de 32,5 (sem termos gasto um tostão da família – o nosso dinheiro continua, ainda hoje, guardado na América do Sul). 

Convenci-me, nessa altura, que era um génio da finança!

Continuemos a IMAGINAR coisas…

A certa altura, o crédito tornou-se uma coisa muito barata. Eu sabia que tínhamos um limite original de 100 milhões e já só devíamos 32,5 milhões. Assim, a empresa “Grupo do meu avô” voltou a endividar-se: pediu mais 67,5 milhões (voltámos a dever 100 milhões) e desatei a comprar tudo o que fosse possível comprar.

Tornei-me assim, o dono disto tudo (o Banco do meu avô, a Seguradora do meu avô, a Meu avô saúde, a Meu avô hotéis, a Meu avô viagens, a Construtora do meu avô, a Herdade do meu avô onde se brinca aos pobrezinhos, etc…).

Entretanto fui pagando as minhas promessas aos políticos (dinheiro para as campanhas eleitorais, ofertas de vária espécie, convites para todo o tipo de eventos, empregos para os momentos em que estavam na oposição, etc…).

E, continuando a IMAGINAR coisas…

Mas havia agora uma nova geração de políticos. Fui falar com eles e garanti que os apoiaria para o resto da vida (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) se eles continuassem a fazer passar os grandes negócios do Estado pelo Banco do meu avô.
Mas, tive azar: houve uma crise financeira internacional.
Deixou de haver crédito. Os juros subiram. Os credores queriam que o Grupo do meu avô pagasse a dívida.
E, além disso tudo, deixou de haver os grandes negócios do Estado.
Mas eu, que me achava um génio da finança e que já estava habituado a ser o dono disto tudo, não queria perder a minha posição de presidente do Banco do meu avô.

Tinha de arranjar uma solução. Fui à procura, e encontrei em África, quem tinha dinheiro sujo e não se importava de investir e deixar-me continuar a mandar e a ser dono disto tudo.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Resolvi então criar uma nova empresa: a “Rio do meu Avô” que passou a ser dona de 100% do capital da “Grupo do meu avô”, que era dona de 25% do “Banco do meu avô”. E eu que era dono disto tudo passei a ser o presidente disto tudo.
Fiz uns estatutos para o “Grupo do meu avô” que diziam que quem tivesse 25% mandava na empresa. Vendi 20% aos Angolanos e 55% na Bolsa. A “Rio do meu avô” ficou assim dona de 25% do “Grupo do meu avô” (mas mandava como se tivesse 100%). A “Grupo do meu avô”, dona de 25% do “Banco do meu avô” (mandava como se tivesse 100%).
Assim, a minha família já só tinha 5% (25% de 25%) do “Banco do meu avô” (mas eu continuava a mandar como se tivéssemos 100%). Já não havia dúvidas: eu era mesmo um génio da finança.
Com os 75 milhões da venda do “Grupo do meu avô” (aos Angolanos e na Bolsa), paguei uma parte da dívida. Mas, na verdade, ainda tínhamos uma dívida de 25 milhões (e continuávamos a não querer mexer no nosso dinheiro – esse continua bem guardado na América do Sul).

E, continuando a IMAGINAR coisas…

Mas as coisas continuaram a correr mal. Se calhar eu não sou assim tão grande génio da finança. Todos os nossos negócios dão prejuízo (até mesmo o Banco do meu avô). Raio de azar. Ainda por cima, a crise não acaba.
Fiz então o meu último golpe de génio. Convenci todos os bons clientes a comprarem ações do Banco do meu avô, para aumentar o capital sem ter de endividar mais a “Rio do meu avô” (e sem ter de tocar no dinheirinho da família, que continua bem guardado na América do Sul).
Mas os franceses queriam o dinheiro deles. Então, como presidente do Banco do meu avô, emprestei dinheiro deste ao Grupo do meu avô e à Rio do meu avô. Assim pagámos aos franceses. Mas ficámos com um problema: o Banco do meu avô está completamente arruinado.

Tinha de arranjar uma solução!

Fui falar com os novos políticos com uma proposta: reformo-me, dou lugares de Administração a uma série de políticos do partido do Governo e eles que resolvam o problema do Banco do meu avô.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Os políticos aceitaram a minha proposta (aceitam sempre que se fala de lugares de Administração).
Finalmente reformei-me. Ainda somos donos de 5% do Banco do meu avô e de uma série de outros negócios (sustentados pelas dívidas ao Banco do meu avô).
Tudo isto sem termos gasto um tostão (o dinheiro da família continua todo guardado na América do Sul).

E, tomei a última medida antes de me reformar: atribuí a mim próprio uma reforma de um milhão de euros por ano (para as despesas correntes).

E, assim, acabou a história IMAGINADA do Banco do meu avô.

**************

Se alguém teve a paciência de ler este texto até ao fim, deixo uma pergunta: Se esta história em vez de ser IMAGINADA, fosse verdadeira, que fariam ao neto?


*Professor, Instituto Superior de Gestão (ISG)

O mesmo autor de:
- Carta Aberta a um MENTECAPTO (João César das Neves)
18 Novembro 2013
- Meu caro Ilustre Prof. CAVACO SILVA,
3 Novembro 2012


- Mercados Financeiros – Entrevista a Carlos Paz sobre o Orçamento de Estado, Dívida Publica e Programa Cautelar
Publicado em DESTAQUES TVL, Mercados Financeiros




Imagens Google

domingo, 11 de maio de 2014

A ALMA DO "NEGÓCIO"







9 Maio de 2014

JUSTIÇA DE CAVALHEIROS
Por João Paulo Batalha, membro da Direção da TIAC




A reportagem sobre a compra dos submarinos exibida a semana passada pela televisão pública alemã (e da qual existe uma versão portuguesa de visionamento obrigatório), é um trabalho notável a vários níveis. A investigação do jornalista António Cascais lança luz sobre um processo de aquisição bilionária de equipamento de utilidade duvidosa, negociado ao mais alto nível por Paulo Portas e Durão Barroso – hoje protegidos nos cargos de vice-primeiro-ministro e presidente da Comissão Europeia – e que deixa atrás de si um lastro de opacidade e corrupção.
Mas há mais nesta reportagem, que devia fazer soar sinais de alarme na Europa e, felizmente, está a provocar aceso debate na Alemanha. O que o processo dos submarinos nos ensina é que o poder económico – na Alemanha, o poder industrial e, particularmente, a indústria do armamento – vive num estado de promiscuidade absoluta com o poder político, que torna os responsáveis eleitos em meros delegados comerciais, facilitadores de negócios.
À narrativa de que os países do sul, intervencionados pela troika, andaram a “viver acima das suas possibilidades”, este documentário adiciona outro dado: o milagre económico alemão das indústrias exportadoras, o caso de sucesso que toda a Europa devia imitar tem funcionado em grande medida através de uma cultura predatória, de terra queimada, que através da corrupção força países e povos a engolir despesas inúteis e insustentáveis, que vazam dinheiro dos bolsos dos contribuintes em países como Portugal e a Grécia, diretamente para as contas dos conglomerados alemães da indústria. Num país em que, até há poucos anos, os subornos pagos no estrangeiro eram dedutíveis nos impostos, não venha Merkel sugerir que a corrupção é problema do vizinho.
Os portugueses exigem justiça nos submarinos, mas tudo indica que não nos resta outra opção que não seja chorar sobre o leite derramado. Paulo Portas lá foi finalmente ouvido no processo, oito anos depois de aberto o inquérito. O vice-primeiro-ministro foi ouvido como testemunha e o facto de ter sido o ministro que assinou o negócio e de ter levado consigo milhares de documentos do Ministério da Defesa quando saiu do Governo indicam que, no mínimo, estará bem informado sobre a corrupção que rodeou a compra.
Mas o processo coxeia no Ministério Público, a prescrição não tarda e tudo deverá acabar à portuguesa: em nada. Tal como o processo das contrapartidas, autêntico caso de estudo de cobardia judicial: o tribunal absolveu todos os arguidos, deitou para o lixo o testemunho dos peritos e determinou que cabe ao poder político que criou o problema resolvê-lo, renegociando as contrapartidas. A reportagem da TV alemã mostra como a Ferrostaal andou a arregimentar cúmplices em Portugal para defraudar o Estado, o prejuízo resultante é evidente e indesmentível, mas ninguém tem culpa. Calhou assim.
E chegamos aqui à outra lição deste documentário: em Portugal e na Europa, a justiça é muito simples para os casos complexos. Em Portugal, não podia mesmo ser mais simples: arquivamento, prescrição ou absolvição. Na Alemanha, onde há condenados por corrupção, sempre se avançou mais, mas o processo é nebuloso: por acordo entre acusadores e acusados, houve dois condenados, mas com pena suspensa, e uma multa levezinha de 140 milhões de euros por corrupção na venda de submarinos em Portugal e na Grécia – só o negócio português vale mais de sete vezes isso!
O tribunal de Munique caucionou um acordo de cavalheiros, negociado entre o Estado e o criminoso, que permite ao prevaricador ficar com a parte de leão dos lucros obtidos com o crime e ainda proteger a reputação atrás de uma sentença sigilosa. O acordo permite ao Estado alemão dizer que conseguiu provar a corrupção, e ainda arrecadar uma modesta multa. É pouco, sim, mas em Portugal nem isso.
Sobra-nos a triste consolação de perceber que a complacência com a corrupção não é exclusiva das autoridades nacionais. Na Europa, quer se trate dos negócios escuros das grandes multinacionais ou das transferências suspeitas dos ditadores do mundo, a norma em tudo o que toca a dinheiro, sujo ou limpo, sempre foi abrir as mãos e fechar os olhos. Não nos deve por isso espantar a prescrição recente de crimes económicos como os de Jardim Gonçalves – ou, mais recentemente num outro processo, a condenação do banqueiro com pena de prisão suspensa a troco de multa, uma verdadeira sentença de cavalheiros. Quem rouba um tostão é um ladrão, quem rouba um milhão é um barão. Nada que surpreenda.
Neste panorama negro, surpreendente é uma decisão condenatória recente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que multou a Caixa Geral de Depósitos (CGD) em 300 mil euros por operações financeiras nebulosas que feriram a transparência, equidade e credibilidade do mercado. Mais surpreendente ainda, quando a CGD se dispôs a pagar a multa sem protestar, a troco de manter a decisão condenatória sigilosa – mais um acordo de cavalheiros ao estilo alemão – a CMVM recusou, levou o processo até ao fim e publicou a decisão. Descortesia do regulador? Não. A CMVM percebe que o seu papel não é apenas policiar os agentes do mercado, é mostrar a todos os investidores que as regras são para cumprir e que há penalidades para quem pise o risco.
A atuação, pouco noticiada, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários neste caso devia ser a regra no funcionamento dos reguladores e da justiça em Portugal. Infelizmente, é um exemplo raro que merece ser saudado. Recentemente, o presidente da CMVM, Carlos Tavares, disse ao Parlamento ser normal os tribunais absolverem bancos que mentem ao regulador. Quando a justiça de cavalheiros triunfa, a credibilidade das instituições definha.

domingo, 27 de abril de 2014

RENEGADO DO BANCO MUNDIAL ABRE O JOGO


Setembro de 2002

Renegado do Banco Mundial abre o jogo

Gregor Palast*

Nota sobre Joseph Stiglitz, o atual ganhador do Prémio Nobel em Economia: 

"Eles nos condenaram à morte", me disse o Ex tecnocrata. Era como uma cena de uma novela de espiões. O brilhante agente deserta, passa para o nosso lado, e depois de horas de interrogatório, vazia está sua memória dos horrores cometidos em nome de uma ideologia política que, agora, ele mesmo reconhece como podre. 
Sem dúvida, aqui, em minha presença, eu tinha uma presa muito maior do que qualquer espião da Guerra Fria.
Joseph Stiglitz foi Economista chefe do Banco Mundial. Em grande parte, a nova ordem econômica mundial é a sua teoria feita realidade. 

"Interroguei" Stiglitz durante vários dias, na Universidade de Cambridge, em um hotel em Londres, e finalmente em Washington, em abril de 2001, durante a grande confabulação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Porém, em lugar de encabeçar as reuniões de ministros e banqueiros, Stiglitz foi desterrado para além dos cordões policiais, o mesmo lugar das monjas portando uma grande cruz de madeira, dos líderes sindicais da Bolívia, dos pais das vítimas de AIDS e de outros tantos opositores da globalização. O principal agente interno estava agora lá fora.

Em 1999, o Banco Mundial despediu Stiglitz. Não lhe foi permitido aposentar-se. Disseram-me que o secretário do Tesouro dos USA, Larry Sammers, ordenou uma excomunhão pública porque Stiglitz havia expressado seu primeiro ligeiro desacordo diante da globalização ao estilo do Banco Mundial.

Aqui em Whashington, completamos as últimas horas de entrevistas exclusivas para o London Observer e Newsnight da BBC de Londres, com relação ao funcionamento real, geralmente oculto, do FMI, do Banco Mundial e do principal acionista do Banco Mundial (com 51%), o Tesouro dos USA.

E aqui, através de fontes que não posso revelar (não foi Stiglitz), obtivemos valiosos documentos marcados com as palavras “confidencial" e "restrito", além de "não revelar sem autorização do Banco Mundial". Stiglitz nos ajudou a traduzir um escrito em "burocratês", intitulado "Estratégia de Assistência do País".

Há uma Estratégia de Assistência para cada nação pobre, desenhada, diz o Banco Mundial, depois de uma cuidadosa investigação interna do país.
Sem dúvida, segundo Stiglitz, as "investigações" dos empregados do Banco consistem em cuidadosas inspeções aos hotéis de cinco estrelas da nação. Concluem com um encontro entre esses empregados do Banco e algum mendicante e quebrado ministro da economia, ao qual lhe entregam um "acordo de reestruturação" preparado de antemão para sua assinatura "voluntária".

A economia de cada nação é analisada individualmente e, em seguida, diz Stiglitz, o Banco entrega a cada ministro o mesmo programa de quatro passos.

Passo Um do Plano
O Passo Um é a Privatização — o qual Stiglitz diz que se pode chamar com mais precisão de "a subornação". 

E o governo dos USA sabia, denuncia Stiglitz, pelo menos no caso da "subornação", a maior de todas, a "venda de liquidação" russa de 1995.
 "Sob a ótica do Tesouro dos USA, isso foi fabuloso, tanto que Yeltsin foi reeleito. Não nos importa que seja uma eleição corrupta. Queremos que o dinheiro vá até Yeltsin, através de aportes para sua campanha.
Stiglitz não é nenhum louco murmurando uma teoria conspirativa.
Em lugar de opor-se à venda de indústrias estatais, me disse que os líderes nacionais — usando como desculpa "as exigências do FMI"liquidam alegremente suas empresas de eletricidade e de água. "Podia ver como se lhes abrem os olhos" ante a possibilidade de uma comissão de 10%, pagas em contas suíças, pelo simples feito de haver baixado "uns quantos milhares de milhões" do preço da venda dos bens nacionais
O homem estava dentro do jogo, foi membro do gabinete de Bill Clinton como Chefe do Conselho Presidencial de Consultores Econômicos.

O que mais adoece Stiglitz é que os oligarcas russos, respaldados pelos USA, devastaram as indústrias do país com o resultado de que o esquema de corrupção fez baixar à metade a produção russa, causando depressão e fome.

Passo Dois do Plano
Depois da "subornação", o Passo Dois do plano, sempre a mesma receita do FMI/Banco Mundial é A Liberação do Mercado de Capitais.
Na teoria, a desregulamentação do mercado de capitais permite que a inversão de capital entre e saia. Desafortunadamente, como aconteceu na Indonésia e no Brasil, o dinheiro simplesmente saiu e saiu. Stiglitz chama isto o ciclo do "Dinheiro Quente". Dinheiro em efetivo especulando com bens de raízes e moeda local e se escapa diante dos primeiros problemas (capitais andorinha).
As reservas de uma nação podem ser esvaziadas em questão de dias ou horas.

"O resultado era previsível", disse Stiglitz com relação aos maremotos de Dinheiro Quente na Ásia e América Latina. As altas taxas de juros destruíram o valor da propriedade, despedaçaram selvagemente a produção industrial e esvaziaram as arcas do tesouro nacional.

Passo Três do Plano
Nesta etapa, o FMI empurra a exausta nação em direção ao Passo Três: preços regulados pelo Mercado, um termo sofisticado para fazer subirem os preços da comida, água e gás de cozinha;
Previsivelmente isto dá lugar a um Passo Três e Meio, o que Stiglitz chama de Distúrbios do FMI.
E quando isto acontece, o FMI insiste em que estas nações subam suas taxas de juros a 30%, 50% e 80 para seduzir os especuladores e que regressem com os fundos da nação.
 Os distúrbios do FMI são dolorosamente previsíveis. Quando uma nação "cai em desgraça, (o FMI) se aproveita e lhe espreme até a última gota de sangue. Provoca o calor até que, finalmente, a bolha inteira explode", como quando o FMI eliminou os subsídios à comida e aos combustíveis para os pobres da Indonésia em 1998. A Indonésia explodiu em distúrbios. Porém, há outros exemplos - os distúrbios bolivianos pelos preços da água, no ano passado e neste fevereiro, os distúrbios no Equador favoráveis aos incrementos nos preços de gás natural impostos pelo Banco Mundial. Dá a impressão que o distúrbio forma parte do plano. E assim é. O que não sabia Stiglitz é que, enquanto estiveram nos USA, a BBC e o Observer conseguiram vários documentos internos do Banco Mundial, marcados como "confidencial", "restrito", e "não revelar". 

Tomamos um: a "Estratégia Interina de Assistência do País", para o Equador. Nele, o Banco afirma várias vezes — com fria precisão — se esperava que seus planos fossem colocar fagulha nos "distúrbios sociais", forma para uma nação arder em chamas. Isso não é surpreendente. O relatório secreto indica que o plano para fazer do dólar dos USA a moeda do Equador tem empurrado 51% da população para abaixo da linha da pobreza. O plano de "Assistência" do Banco Mundial simplesmente recomenda que se enfrentem os protestos civis e o sofrimento com "firmeza política" e preços ainda mais altos. Os distúrbios do FMI (e por distúrbios me refiro aos protestos passivos, dispersados por balas, tanques e gás lacrimogêneo) causam, devido ao pânico, novas saídas do capital, além do mais, governos em bancarrota. Sem dúvida, este incêndio econômico tem um lado positivo — para as corporações estrangeiras, as que podem adquirir os bens restantes, tal como uma concessão mineira ou porto, a preços de arremate.
Stiglitz faz notar que o FMI e o Banco Mundial não são tão "desalmados". Para alguns financistas, nem sempre se aplicam estritamente a "economia de mercado". Ao mesmo tempo em que o FMI freava os "subsídios" à compra de comida, amoleciam com os financistas da Indonésia.
Quando os bancos necessitam ser resgatados, a intervenção no mercado é "bem-vinda". O FMI logrou encontrar, com suor e lágrimas, dezenas de milhares de milhões de dólares para salvar os financistas da Indonésia e, por extensão, os bancos dos USA e da Europa, aos quais eles haviam tomado dinheiro emprestado. Aqui se vê um "modus operandi".
Há muitos perdedores neste sistema, porém claramente um só ganhador: os bancos ocidentais e o Tesouro dos USA, os que ganham boa prata deste novo redemoinho do capital internacional.
A produtividade da África Negra, sob a "assistência" estrutural do FMI, tem descido até o inferno
Stiglitz me contou de sua infeliz reunião, no começo de sua carreira no Banco Mundial, com o então novo presidente da Etiópia, eleito na primeira eleição democrática desta nação. O Banco Mundial e o FMI ordenaram à Etiópia colocar o dinheiro de ajuda em uma conta de reserva no Tesouro dos USA, recebendo um patético 4% de juros, enquanto a nação pedia emprestados dólares dos USA a 12% para alimentar a sua população. O novo presidente rogou a Stiglitz permitir-lhe utilizar o dinheiro de ajuda para reconstruir a nação. Porém não, o botim foi diretamente para a caixa forte do Tesouro dos USA, em Washington.

Passo Quatro do Plano
Agora, chegamos ao Passo Quatro do que o FMI e o Banco Mundial chamam de sua "estratégia de redução da pobreza": o Livre Comércio.
Isso quer dizer o livre comércio segundo as regras da Organização Mundial do Comércio e do Banco Mundial.
Stiglizt compara este livre comércio ao estilo da OMC com as Guerras do Ópio."Essas guerras foram para a abertura de mercados", disse. Como fizeram no século XIX, os europeus e americanos que, hoje, todavia estão derrubando as barreiras de importação na Ásia, América Latina e África e, por sua vez, estão levantando barreiras próprias para proteger seus mercados internos contra a agricultura do Terceiro Mundo. Nas Guerras do Ópio, o Ocidente utilizou bloqueios militares para forçar a abertura de mercados para o comércio que lhe era vantajoso.
Hoje em dia, o Banco Mundial pode ordenar um bloqueio financeiro igualmente eficaz — e às vezes, igualmente mortal.
Stiglizt é particularmente sensível ao tratado da OMC sobre os direitos de propriedade intelectual (com a sigla "Trips" que, em inglês, se traduz por "tropeçar"). É aqui, diz o economista, onde a NOVA ORDEM MUNDIAL tem "condenado a gente à morte", impor tarifas e tributos impossíveis de pagar às indústrias farmacêuticas, pôr patentes medicinais.

"Para eles não importa que a gente viva ou morra", disse o professor, falando das corporações e os empréstimos do banco com quem ele trabalhou.

E de passagem, não se confunda pela mistura, neste artigo do FMI, o Banco Mundial e a OMC. São máscaras intercambiais de um só sistema de governo. Eles se têm atado um ao outro no que desagradavelmente se chamam, "gatilhos". Aceitando um empréstimo do Banco Mundial para a escola, se "engatilha" o requerimento de aceitar todas as "condições" — das quais há, em média, 111 por nação impostos pelo Banco Mundial e FMI. De fato, disse Stiglitz, o FMI requer das nações aceitar políticas de comércio mais exigentes que as regras da OMC. 
A preocupação maior de Stiglitz é que os planos do Banco Mundial, desenhados em segredo e manejados por uma ideologia absolutista, nunca estão abertos à discussão ou à desaprovação. Apesar do apoio do Ocidente às eleições para um mundo em desenvolvimento, os chamados Programas de Redução da Pobreza "sabotam a democracia".
E, além disso, não funcionam.
Alguma nação se salvou deste destino? Sim, disse Stiglitz, identificando Botswana. Seu truque mágico? "Eles ordenaram ao FMI fazer as malas e partir". Então, olhei Stiglitz. 
Bem, senhor professor-demasiado-inteligente, como você ajudaria as nações em desenvolvimento?
Stiglitz propôs reformas agrárias radicais, um ataque ao coração do "latifúndio", às usurárias rendas mundialmente cobradas pelas oligarquias, que tipicamente compõem 50% da colheita do campesinato.
Tive que perguntar ao professor:
Dado que você era o economista principal do Banco Mundial, porque não seguiam seus conselhos?
"Se alguém os desafiasse (aos latifundiários) haveria uma mudança nos poderes das elites. Isto não está em sua agenda".
Evidentemente, não.
Por fim, o que o empurrou a pôr seu emprego em risco foi o fracasso dos bancos e do Tesouro dos USA para modificar a orientação quando enfrentavam a crise — os fracassos e sofrimentos perpetrados por seus "quatro passos" da dança monetarista.
Cada vez que suas soluções de mercado livre fracassavam, o FMI simplesmente ordenava mais políticas de mercado livre.
"Parece um pouco com as sangrias na Idade Média", relatou Stiglitz. Quando o paciente morria diziam: bom, acontece que tentamos deter a perda de sangue, todavia lhe restava pouco sangue".

Das minhas conversações com o professor, conclui que a solução para pobreza e a crise mundial é simples: acabem com os chupa-sangues.


Uma versão deste artigo foi publicada sob o título: Os Quatro Passos Para o Inferno do FMI, em The London Observer (Londres), em abril e outra versão na revista The Big Issue — que os pobres da rua vendem nas plataformas do subterrâneo de Londres.
A revista The Big Issue ofereceu igual espaço ao FMI, que sobre o porta-voz principal escreveu: "encontro-me impossibilitado de responder devido à profundidade e grandeza dos deboches e desinformação na reportagem (de Palast)".
Com certeza, foi difícil para o porta-voz responder. A informação (e documentos) provinha da rebelião dos descontentes dentro de sua própria agência e do Banco Mundial.

*Grag Palast é um repórter premiado. 
Escreveu Dentro da América Corporativa para o London Observer e o Nwsnight da BBC de Londres..


Entrevista na íntegra (Jornal A Nova Democracia)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

JOSÉ MOURINHO


Mourinho abre o coração e diz o que lhe vai na alma! 

6 de outubro de 2010 

José Mourinho manifestou, em artigo de opinião publicado no site oficial da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol o seguinte:
Sou português há 47 anos e treinador de futebol há dez. Sendo assim, sou mais português do que treinador. Posto isto, para que não restassem dúvidas, vamos ao que importa…
As Selecções Nacionais não são espaços de afirmação pessoal, mas sim de afirmação de um País e, por isso, devem ser um espaço de profunda emoção colectiva, de empatia, de união. Aqui, nas selecções, os jogadores não são apenas profissionais de futebol, os jogadores são além disso portugueses comuns que, por jogarem melhor que os portugueses empregados bancários, taxistas, políticos, professores, pescadores ou agricultores, foram escolhidos para lutarem por Portugal. E quando estes eleitos a quem Deus deu um talento se juntam para jogar por Portugal, devem faze-lo a pensar naquilo que são - não simplesmente profissionais de futebol (esses são os que jogam nos clubes), mas, além disso, portugueses comuns que vão fazer aquilo que outros não podem fazer, isto é, defender Portugal, a sua auto estima, a sua alegria.
Obviamente há coisas na sociedade portuguesa incomparavelmente muito mais importantes que o futebol, que uma vitória ou uma derrota, que uma qualificação ou não para um Europeu ou um Mundial. Mas os portugueses que vão jogar por Portugal - repito, não gosto de lhes chamar jogadores - têm de saber para onde vão, ao que vão, porque vão e o que se espera deles.
Por isso, quando a Federação Portuguesa de Futebol me contactou para ser treinador nacional, aquilo que senti em minha casa foi orgulho; do que me lembrei foi das centenas e centenas de pessoas que, no período de férias, me abordam para me dizerem quanto desejam que eu assuma este cargo. Isto levou-me, pela primeira vez na minha vida profissional, a decidir de uma forma emocional e não racional, abandonando, ainda que temporariamente, um projecto de carreira que me levou até onde me levou.
Desculpem a linguagem, mas a verdade é que pensei: Que se lixem as consequências negativas e as críticas se não ganhar; que se lixe o facto de não ter tempo para treinar e implementar o futebol que me tem levado ao sucesso; por Portugal, eu vou!
E é isto que eu quero dizer aos eleitos para jogar por Portugal: aí, não se passeia prestigio; aí, não se vai para levar ou retirar dividendos; aí, quem vai, vai para dar; aí, há que ir de alma e coração; aí, não há individualidades nem individualismos; aí, há portugueses que ou vencem ou perdem, mas de pé; aí, não há azias por jogar ou por ir para o banco; aí, só há espaço para se sentir orgulho e se ter atitude positiva.
Por um par de dias senti-me e pensei como treinador de Portugal. E gostei. Mas tenho que reconhecer que o Real Madrid é uma instituição gigante, que me «comprou» ao Inter, que me paga, e que não pode correr riscos perante os seus sócios e adeptos. Permitir que o seu treinador, ainda que por uns dias, saísse do seu habitat de trabalho e dividisse a sua concentração e as suas capacidades era impensável.
Creio, por conseguinte, que o feedback que saiu de Madrid e chegou à Federação levou a que se anulasse a reunião e não se formalizasse o pedido da minha colaboração.
Para tristeza minha e frustração do presidente Gilberto Madail.
Mas, sublinho, agora já a frio: foi e é uma decisão fácil de entender. Estou ao leme de uma nau gigantesca, que não se pode nem se deve abandonar por um minuto. O Real decidiu bem.
Fiquei com o travo amargo de não ter podido ajudar a Selecção, mas fico com a tranquilidade óbvia de quem percebe que tem nas suas mãos um dos trabalhos mais prestigiados no mundo do futebol.


Agora, Portugal tem um treinador e ele deve ser olhado por todos como «o nosso treinador» e «o melhor» até ao dia em que deixar de ser «o nosso treinador». Esta parece-me uma máxima exemplar: o meu é o melhor! Pois bem, se o nosso é Paulo Bento, Paulo Bento é o melhor.
Como português, do Paulo espero independência, capacidade de decisão, organização, modelagem das estruturas de apoio, mobilização forte, fonte de motivação e, naturalmente, coerência na construção de um modelo de equipa adaptada as características dos portugueses que estão à sua disposição. Sinceramente, acho que o Paulo tem condições para desenvolver tudo isso e para tal terá sempre o meu apoio. Se ele ganhar, eu, português, ganho; se ele perder, eu, português, perderei. Mas eu também quero ganhar.
No ultimo encontro de treinadores que disputam a Champions League, quando questionado sobre o poder dos treinadores nos clubes, ou a perda de poder dos treinadores face ao novo mundo do futebol, sir Alex Fergusson disse (e não havia ninguém com mais autoridade do que ele para o dizer!) que o poder e a liderança dos treinadores depende da personalidade dos mesmos, mas que depende muitíssimo das estruturas que os rodeiam. Clubes e dirigentes fragilizam ou solidificam treinadores.
Eu transponho estas sábias palavras para a selecção nacional: todos, mas todos, neste país devem fazer do treinador da selecção um homem forte e protegido. E quando digo todos, refiro-me a dirigentes associativos, federativos e de clubes, passando pelos jogadores convocados e pelos não convocados, continuando pelos que trabalham na comunicação social e terminando nos taxistas, políticos, pescadores, policias, metalúrgicos, etc. Todos temos de estar unidos e ganhar. E se perdermos, que seja de pé.

Mas, repito, há coisas incomparavelmente mais importantes neste país que o futebol. Incomparavelmente mais importantes… Infelizmente!

Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os treinadores portugueses, aos que estão em Portugal e aos muitos que já trabalham em tantos países de diferentes continentes, uma época com poucas tristezas e muitas alegrias.

Ao Xico Silveira Ramos, manifesto-lhe a minha confiança no seu cargo de Presidente da ANTF.

Um abraço a todos.

José Mourinho

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

GOOGLE - DOMÍNIO GLOBAL?


Dezembro 15, 2013 

Google acaba de revelar Plano de 5 Passos para dominar o mundo

Por Alex Planes



Você não acha que o Google ( NASDAQ: GOOGLE) ficaria satisfeito com um lugar no seu bolso, não é? Motor de busca dominante do mundo tem apresentado um impressionante propensão para o grande avanço nos últimos anos, mas até que ele anunciou a aquisição da Boston Dynamics neste fim de semana, era difícil dizer exatamente o que estratégia de longo prazo do Big G poderia ser. Agora nós sabemos.Google quer dominar o mundo. Tudo começou com um motor de busca, mas não vai parar até que o mundo funciona com a tecnologia do Google. Aqui está o plano de cinco etapas que Larry e Sergey apenas montar que vai levá-lo a partir de garagem prodígios start-up com os arquitetos do plano mais ambicioso para o domínio corporativo global desde os dias da Standard Oil.
Passo um: controlar o fluxo de informações
Google começou como a conseqüência de um projeto por estudantes de graduação de Stanford Larry Page e Sergey Brin de - o que mais? - Melhorar a busca de informações.
Desde a fundação da empresa em 1998, ele rapidamente pegou o primeiro lugar em pesquisa global e não deixar de ir uma vez. Hoje, a tecnologia proprietária da empresa atende a mais de um bilhão de buscas em 146 línguas todos os dias. A mudança de PCs para dispositivos móveis tem realmente ajudado Google em busca, como a sua quota de mercado de motores de busca global é um escalonamento de 90% em móveis, em comparação com 70% em PCs, de acordo com NetMarketShare.
O que isto significa é um punho de ferro sobre o fluxo de informações em todo o mundo - que busca on-line para obter informações, depois de tudo. Serviços auxiliares do Google, do Gmail para Mapas para o YouTube para o Play Store no Android, todos oferecem acesso mais refinado para tipos específicos de informação, e que só dá ao Google mais controle sobre nossas vidas.


Fonte: Cory Doctorow via Flickr.
Se o Google desaparecesse amanhã, você pode ainda acessar informações através deMicrosoft 's ( NASDAQ: MSFT   ) Bing. Você poderia usar o Hotmail eo recurso de mapeamento do Bing. Mas se essas opções eram verdadeiramente superior às ofertas do Google, nós estaríamos usando. Os custos de mudança para os motores de busca são bastante baixa, depois de tudo. Google sabe que tem de ser objectivamente melhor para dar ao mundo o acesso à informação que quer, porque sem essa confiança, não pode usar os dados de tudo isso a pesquisa gera para melhorar o próximo passo de seu grande plano.
Etapa dois: Controle o acesso à informação
Um motor de busca é simplesmente uma porta de entrada para a informação, mas o hardware que você busca de é o gatekeeper. Nesta medida, o Google já produziu, de longe, o mais popular sistema operacional móvel do mundo, como Android reivindicou 81% do mercado mundial de smartphones no segundo trimestre de 2013. Android também ultrapassou o Windows para se tornar o sistema operacional mais utilizado em qualquerplataforma de computação. Esse tipo de domínio pode ser muito difícil de quebrar, como a Apple , uma vez realizado na década de 1980 como PCs Microsoft-carregados passou a controlar a indústria.
Mas o Google não está parando lá. Seus computadores usados ​​de cabeça de vidro são o próximo passo lógico na corrida miniaturização, colocando o computador em frente de você o tempo todo. Nenhuma outra empresa está perto de um modelo de consumo deste tipo de dispositivo, o que muitos especialistas do setor esperam para ser lançado ao público em algum momento no início de 2014. Essa é a meses de distância no máximo, e mesmo que demore meses a mais, o Google já beneficiou enormemente do programa Glass 'de alto nível beta (que espertamente marcas de seus usuários como "Explorers", enquanto que adere-los com um preço salgado), que lhe deu uma riqueza de dados sobre como as pessoas vão usar esses produtos no mundo real. Calibrar um computador gasta-cabeça envolve radicalmente diferentes considerações de construção de um sistema operacional para smartphones, e do Google simplesmente muito à frente do bloco nesta contagem.


Fonte: Michael Praetorius via Flickr.
Os computadores são, em última análise condutas de informação, e Google vidro vai permitir que a informação flua de uma maneira que os seres humanos terão de se adaptar a como uma espécie de segunda pele tecnológica. Imagine pegar uma parte do seu cérebro quando você se cansa - que é o que os usuários de um dispositivo de vidro totalmente maduro, correndo todos os úteis aplicativos associados que ainda não tenha visto, vai se sentir como quando tirá-lo. As pessoas são muito leais a seus iPhones, mas eles vão ser fanático sobre vidro, que vai colocar tudo que você precisa quando você precisar dele, como você ir sobre seu dia. E um dia, no futuro não muito distante, você pode acabar usando seu vidro para chamar um táxi Google, rodando o mais recente software de auto-condução.
Passo três: Controle a rede de transporte
Controlar informações foi a parte fácil, relativamente falando. Mas o Google não pode realmente dominar o mundo se tudo que ele faz é governar a parte on-line do mesmo. O carro que dirige sozinho é um grande passo em frente - controlar a tecnologia subjacente da nossa rede de transporte dá Big G ​​controle do fluxo de mercadorias de pessoas de um lugar para outro. Embora possamos usar o Google Maps para ir daqui até lá, a maioria de nós não está gastando esse tempo dirigindo a navegar na Internet ou procurar novas informações com o motor de busca do Google. Todo o nosso tempo nas estradas realmente acrescenta-se, também - sentado no trânsito só desperdiça cerca de 5,5 bilhões hora por ano para os viajantes norte-americanos (que é cerca de 18 horas desperdiçadas para cada pessoa no país), eo viajante médio queima mais de 100 horas por ano ir de um lugar para outro.


Fonte: Zack Sheppard via Flickr.
Grande parte do nosso tempo perdido no trânsito é o resultado de erro humano. Os acidentes são quase inteiramente o resultado de erros de driver, e que acrescenta-se a milhões e milhões de acidentes todos os anos ao redor do mundo. Mesmo nossa resposta a estes acidentes provoca mais tempo desperdiçado na estrada - quando uma pessoa fica mais lento para se embasbacar com alguma coisa, ele faz com que uma "onda estacionária", que eventualmente afeta motoristas centenas ou milhares de veículos para trás, como motorista após motorista tem para retardar para baixo em vez de compensar. Eliminando o ponto fraco humano na rede de transporte, provavelmente salvar os trilhões de dólares mundiais de produtividade e custos de cuidados de saúde a cada ano. O que você faria com todo esse tempo extra proporcionada por um trajeto automatizado? Você pode simplesmente acabar no Google, em busca de mais informações. Uma vez que uma rede de transporte sem motorista do Google habilitado toma conta, o Google vai ter suas mãos em três partes vitais de nossa vida diária, mas milhões de nós ainda vai ser preso fazendo tarefas domésticas uma vez que nossos carros sem motorista nos levar onde precisamos estar. É onde mais recente aquisição do Google vem dentro

Passo quatro: controlar o mercado de trabalho físico
Boston Dynamics desenvolveu uma reputação como os criadores de alguns dos robôs mais avançados do planeta. Suas quatro patas 'bots foram desenvolvidos como mulas para os militares, e seu PETMAN bípede' bot ficou tão assustadoramente precisas em imitar os movimentos humanos que você poderia definir sua caminhada arrogante com "Stayin 'Alive" e ser duramente pressionado para contá-la a partir de John Travolta:


Claro, ninguém é realmente com medo de que um robô vai vir e roubar o seu trabalho com base em suas habilidades de pé épicas (exceto, talvez, John Travolta). Mas é importante notar que a criação de um robô que pode navegar com sucesso por terrenos irregulares, como Boston Dynamics "de quatro patas Big Dog já tem e como bípede 'bots irá em pouco tempo, é realmente um grande negócio no mundo da robótica. Conquistando difíceis, desafios variáveis ​​como a caminhada é apenas o começo, no entanto. Imagine um mundo onde os carros de auto-condução do Google puxar até sua casa e um entregador passos robóticos para fora da volta com o seu pacote. Ou imagine um mundo onde o seu saboroso hambúrguer é preparado por um robô que sabe como colocá-lo na grelha, envolvê-lo em um pacote, e entregá-lo para você, quando ele é feito. O domínio de habilidades motoras complexas, que envolvem uma série de variáveis ​​robótica vai transformar a partir de um campo que tem sido amplamente focada na linha de montagem para um que pode operar no mundo de forma semelhante aos seres humanos. É aí que prospera Boston Dynamics, que deve destacar a importância desta aquisição para o Google.
Como trabalho mais manual é tomado por robôs, os seres humanos vão acabar gastando mais tempo em trabalho mental, que é exatamente o tipo de trabalho em que o Google prospera. Como grande parte da força de trabalho robótico que terá de surgir como seres humanos avançamos no trabalho do conhecimento pode muito bem estar a funcionar em hardware e software do Google, Big G terá se firmemente embutido na infra-estrutura econômica do mundo, os seus sistemas autônomos pegando a folga, a partir de o armazém para a auto-estrada e de lá à sua porta.
Quinto passo: Controlar os mistérios da vida em si
Um par de meses atrás, o Google anunciou a criação de Calico, uma subsidiária a ser executado pelo ex-CEO da Genentech e que possui o objetivo não-at-all-modesta de enfrentar "o desafio do envelhecimento. " A imprensa imediatamente pulou sobre ele como projeto imortalidade do Google, que pode não ser muito longe da verdade - Larry Page é um defensor do pensamento "10x", que ele eo resto do Google para criar produtos e soluções que são 10 vezes empurra melhor do que o que já está disponível. Imortalidade seria além de uma melhoria "10x" na longevidade humana, mas uma vida útil de 150 anos poderia ser possível. Na verdade, ele já poderia ser uma realidade, como gerontologista Aubrey de Grey afirma que a primeira pessoa a viver até 150 está vivo hoje. Ele também afirma que a primeira pessoa a viver até 1000 poderia nascer até o final de 2030.
Google provavelmente seria capaz de implementar a computação gasta-cabeça, carros sem motorista, e uma força de trabalho robótico antes que pudesse implantar algo que permitiria que a média das pessoas de viver a um forte e caloroso 150 ou mais além. Mas todas essas ambições pálido em comparação com a solução do problema eterno de envelhecimento. Com esta solução na mão, o Google pode controlar não só o seu acesso à informação, mas também a quantidade de tempo que você tem na Terra para acessá-lo.
Google pode nunca chegar a este objetivo, mas imagine por um momento que ele faz.Imagine um mundo de trabalhadores do conhecimento, viver para sempre no interior do porão de proteção de tecnologia do Google. É que Larry e Sergey sonho? O que o mundo olha como se tornar real?
China pode ser o maior credor dos Estados Unidos -, mas os Estados Unidos ainda tem a enorme arma em seu arsenal para permanecer no topo como potência econômica dominante do mundo. Clique aqui para saber o que é antes de Wall Street pega o dinheiro que podia torná-los. Está tudo descrito no relatório livre do Motley Fool: AMÉRICA $ 2,89 trilhões SUPER ARMA REVELADO!
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Tudo começa na quinta-feira 30 de janeiro. Foi quando Motley Fool co-fundador David Gardner vai dólar baixo uma quantia considerável de dinheiro em uma única ação. E nós gostaríamos de compartilhar todos os detalhes com você com antecedência:
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